Adaptação na educação infantil
Na escola de educação infantil, a criança é adaptada à escola ou o professor se adapta à criança? A meu ver, são as duas coisas. Como você vai ajudar a criança a se adaptar a situação de estar longe dos pais e às regras de uma instituição, onde ela vai deixar a segurança de seus pais, para um lugar com adultos estranhos e várias outras crianças, que concorrem à atenção destes adultos?
Algumas dicas:
1º Vínculo. Interaja com ela, descubra o que ela gosta.
Lembro quando trabalhei com auxiliar de professora com crianças de 0-2 anos. Um menino tímido, já havia passado por várias escolas. Enquanto a professora conversava com a mãe, vi que ele brincava com um carrinho, sentado no chão com as costas na parede, longe das duas. Peguei um carrinho da sala sentei próximo das outras adultas e empurrei o carrinho em sua direção. Ele olhou, viu que o carrinho não chegou até ele e não fez nada. Eu fiz uma careta coloquei a mão no rosto e mexi a cabeça, levantei peguei o carrinho e tentei de novo. Desta vez se aproximou mais, então ele sorriu, levantou pegou o carrinho e empurrou para mim. Começamos assim, sem invadir o seu espaço, pois ele não me conhece, aproveitei que a mãe estava ali, e fui com calma, ganhando a confiança dele.
2º Fale um pouco de você.
Não adianta fazer um interrogatório e não dar nada de si.
3º Para ensinar, demonstre.
No início, as crianças estão meio perdidas e as profs tem pressa de
ensinar a rotina, mas é importante ajudar as crianças a guardar os brinquedos,
por exemplo, pedindo ajuda deles.
Cada criança é única, às vezes o que funciona para um não funciona para o outro.
4º Carinho.
A criança chora muito. Ela deixa o colo da mãe e vai para um lugar
totalmente impessoal. No início do ano, a escola decora com fotos, balões. A
criança pode trazer brinquedos de casa. Mas se tudo isso não ajuda. De carinho
a ela. Se no colo chora, se no chão chora, se no berço chora, se com brinquedo
chora... algo está errado ou você ainda não encontrou um jeitinho de abraçar
que lembre a sua mãe.
Um menino de 6 meses, na época em que trabalhei na escolha de educação
infantil, chorava sem parar, a prof fez de tudo e nada.... Eu pedi para ela
para tentar ajudar a acalmá-lo, pois ela estava muito tempo com ele e o
nervosismo dela também podia estar sendo sentido por ele, então ela esgotada
passou o bebe para mim. Peguei o bebe, fiz meus testes também, então coloquei
ele numa cadeirinha de balanço, fiquei olhando para ele e pensei o que ele
quer, além da mãe. Então passei com a mão em seu rosto e em sua testa bem de
leve. Em 1 minuto ele dormiu.
Jamais desista, mas respira, dá um tempo, e se coloca no lugar deste bebe, indefeso e perdido num mundo que ele não conhece, além de conforto, dê carinho.
5º Tente dar atenção a todas as crianças.
Pois eles tendem a chamar atenção, muitas vezes, batendo naquela outra
criança que consegue nossa atenção com maior facilidade. Se houver algum
empurrão ou mordida, tente descobrir se a criança teve algum motivo ou apenas
está chateada, pois assim poderá resolver a causa, senão irá se repetir mais
vezes esses episódios. A criança pode não gostar do colega, dependendo da
idade, você pode dizer: - tudo bem não gostar do colega, mas não precisa
morder. - Eu vejo muito, os profs dizerem: - que feio, não pode bater no
colega, que machuca, coitado do colega. - Mas não respeita o sentimento desta
criança que talvez simplesmente não goste do colega e talvez queira causar dor
mesmo.
A causa é muito importante para resolver o problema ou pelo menos para orientar as crianças, que machucar o colega não é a melhor opção.
Observe o comportamento, as expressões faciais, elas mostram o que
queremos saber durante a interação entre eles. Procure sempre ensinar e mostrar
para a criança que é normal, às vezes, não termos simpatia por alguém, mas que
machucar o colega não vai mudar o que a gente sente, no começo é complicado,
pois os mais novinhos ainda não sabem como dizer o que sentem, vai ajudar ficar
atento para não ocorrerem mordidas.

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