Psicopedagogia Clínica
A psicopedagogia surgiu da necessidade
de um olhar específico para as dificuldades de aprendizagem e para a
compreensão do processo de aprendizagem de crianças de inclusão, pois médicos,
pedagogos e psiquiatras não estavam dando conta de lidar separadamente do
problema, então se uniram para pensarem juntos, desenvolvendo esta nova área de
conhecimento.
Se ocupando dos processos de
aprendizagem, a psicopedagogia abrange uma gama científica impressionante de
informações, olhando o cliente como um todo, indo desde a pedagogia, passando
por neurociência, filosofia, sociologia e vários outros conhecimentos de
diversas ciências pra poder identificar por onde passa o problema e se unir aos
especialistas de cada escopo afetado.
O problema de tanta abrangência é que alguns
especialistas ficaram receosos de perderem clientes para os psicopedagogos,
porém o trabalho deste é justamente unir forças para a intervenção eficaz, identificando
o que a criança mais precisa, realizando a clínica interdisciplinar.
Com um olhar amplo o terapeuta do
aprender chega à raiz do problema mais rapidamente, cuidando e acolhendo o
cliente holisticamente, para ajudá-lo no seu processo de aprendizagem e, ao
unir esforços conjunto com outros especialistas, que cuidam do mesmo cliente,
podem combinar processos terapêuticos que foquem na estimulação de habilidades
específicas, acelerando o reestabelecimento do equilíbrio da aprendizagem.
Aprendemos a vida toda e precisamos ter e saber usar nossa capacidade ao nosso favor.
O atendimento clínico psicopedagógico
se divide em dois momentos o de diagnóstico e o de intervenção clínica.
No diagnóstico, investigará o cliente,
pais e escola em busca das razões que sustentam suas dificuldades, que podem
ser desde uma reação as exigências exacerbadas dos contextos que frequenta, até
síndromes e deficiências, que são mais trabalhosas de se conquistar a melhora do
problema, demandando mais tempo e treino.
Além da busca pelas razões dos
problemas de aprendizagem, o psicopedagogo também pode fazer prevenção e
capacitação, buscando rastrear algumas habilidades, que podem ser mais
estimuladas, aumentando o potencial aprendiz, melhorando competências
essenciais para a vida pessoal e profissional do cliente, supervalorizando suas
qualidades e treinando habilidades que podem amenizar seus pontos mais frágeis.
Para ser realizado, o diagnóstico
depende de testes e avaliações clínicas, de observação do cliente em situação
de aprendizagem, entrevistas com escola e família, caso seja menor de idade,
onde os pais e professores são fundamentais para a etapa de identificação das
causas das dificuldades do cliente.
Levantando as hipóteses das causas do
não aprender ou das dificuldades do cliente em se adaptar ao processo de
aprendizagem, o psicopedagogo elaborará o plano de intervenção individualizado
com as respectivas indicações terapêuticas que serão estimuladas e treinadas
com o cliente e orientações aos pais e professores, que devem estar engajados
no processo de resgate da capacidade aprendiz do cliente.
A intervenção se guiará pelo plano que indicará quais habilidades que o cliente precisa desenvolver mais, porém este plano é revisado frequentemente, conforme as aprendizagens e competências forem se mostrando eficientes, potencializando a autonomia do cliente em sua capacidade de aprender e se desenvolver sozinho.
Quando o cliente resgatar sua independência aquisitiva, sua capacidade e autoconfiança para ser e agir no mundo com motivação, iniciativa e criatividade, sabendo utilizar as ferramentas que possui e aprendeu e seu pensamento crítico para crescer e ter sucesso pessoal e profissional, o trabalho do psicopedagogo acabou.

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