Somos todos diferentes!



Na semana da pessoa com deficiência, gostaria de escrever um pouco mais sobre o assunto da inclusão.
Inclusão não é apenas manter a pessoa presente em sala de aula junto com as outras, mas permitir que esta pessoa participe.
Inclusão não serve apenas para pessoas com deficiência física ou mental, com transtornos ou doença mental, com dificuldade de aprendizagem ou distúrbios neuronais, mas para TODOS.

Como assim, para todos?

Somos todos diferente, não importa cor, gênero, raça, religião, nem a maneira como aprende, não há nenhuma pessoa igual no universo, somos todos humanos, mas somos todos únicos.

Se pensarmos assim, então sempre houve exclusão, pois o foco da escola é ensinar mais através da aprendizagem auditiva do que a visual, por isso apenas as crianças que possuem aprendizagem auditiva mais acentuada aprenderam com sucesso.

Há exceções, por quê? Porque somos diferentes. Tem crianças que querem aprender e se esforçam mais do que precisariam. Outras possuem mais de uma forma de aprender e não apenas um jeito.

Para a escola acolher a diversidade vai precisar utilizar no mínimo 3 didáticas diferentes na abordagem de um assunto. Auditiva, visual com materiais concretos que sejam do dia a dia comum e não algo totalmente fora da realidade das crianças e a tátil. Promova em sala de aula e mesmo como tema de casa ações para que a criança experimente aquilo que está aprendendo.

Sempre que houver um conteúdo novo comece perguntando, questionando os alunos sobre alguma palavra, assunto ou conceito que quer trabalhar. Através do diálogo você saberá o que há na mente deles naquele momento, fará eles focarem no momento presente e pensar criticamente sobre aquilo.

Ao saber o que seus alunos sabem sobre o assunto, você irá trabalhar em cima dos seus conhecimentos prévios, fazendo eles perceberem a resposta mais adequada, modificando as ideias que não são totalmente corretas por ideias melhores. Nunca mais esquecerão este aprendizado.

Para mim, o número de crianças com deficiência aumentou com um propósito: Reforma no Sistema Educacional.

Imagina uma criança com deficiência mental, sem papas na língua, que não tem noção de tempo nem de regras. A professora ensinando e ela falando junto. Se é hora da merenda, ela vai querer outra coisa. Na hora da prova ela vai riscar toda a prova e vai querer sair a passear pela sala.

Essa é minha irmã Tatiele, com 16 anos na época, com deficiência mental profunda.
Estas crianças vieram escancarar o que precisa mudar. A inclusão acontecerá na aula prática, com alunos participativos, grupos de ação. E o professor irá mediar este processo, auxiliando os alunos a incluir todos.

Imagina uma aula de história, onde os alunos não estão dormindo, mas fascinados com a história que a professora está contando, porque depois irão escolher seus personagens e encenarão em uma peça.

As crianças estão em desenvolvimento motor, social e da linguagem, mas na sala de aula ficam imóveis, sem falar e sem interagir com os colegas... Tem algo errado né?

Não somos perfeitos então porque exigimos que os alunos sejam? 
Por que a nota é tão importante? 
Não deveríamos ensinar cooperação e solidariedade ao invés de competição?

A inclusão vai acontecer quando a gente aceitar o errado e o torto e o meio certo.
Somos adultos frustrados, exigentes e intolerantes porque não sabemos aceitar que não somos perfeitos.

O erro é fundamental para aprender o certo. Respostas prontas são gravadas e apagadas. Chegamos na escola com poucos conhecimentos científicos, e precisamos partir do que temos. Mas não diga a seu aluno que está errado, isso inibirá futuras participações, diga:

Você ainda não sabe tudo sobre isso, eu também não, mas posso te mostrar o pouco que sei, juntos podemos mais!


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