Inclusão e Diversidade na Escola


Tenho observado nos diversos textos e mesmo na prática, que o foco 
da escola está no conteúdo que é ensinado e a maneira como o aluno 
aprende nem sequer é levado em consideração.

https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiR-qaG99jOAhUEiJAKHT29AhUQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Festudosintegrados20101.blogspot.com%2F2010%2F04%2Fanalise-imagetica.html&bvm=bv.130731782,d.Y2I&psig=AFQjCNFQOkecRJmkGbB9qZpAwiZYayrmjQ&ust=1472089545245120


No livro Aprendizagem e Inclusão tem o artigo: A capacidade emancipatória do processo educativo e a desnaturalização das diferenças na escola - um diálogo com Theodor Adorno. De Rita A. T. Vilela e Ana Paula B. Maletta. Este artigo fala sobre o foco da escola e sobre a dificuldade do professor em lidar com as diferenças na sua turma.

Não somos iguais, isto todos sabem, mas como ensinar para 30 alunos diferentes? Como dar matéria nova se metade da turma ainda não aprendeu a anterior?

https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjm-6_A-NjOAhXJHJAKHUcUAxIQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Feducarparacrescer.abril.com.br%2Fcomportamento%2Fproblema-saude-vira-nota-vermelha-606362.shtml&bvm=bv.130731782,d.Y2I&psig=AFQjCNEZgcicl-REnwiUnBbF-ozLZPysnQ&ust=1472089924779667


O artigo também fala das práticas curriculares engessadas num modelo fixo de aluno, de ensino, onde tudo que fuja do padrão é inadequado, que os problemas de aprendizagem ou são culpa do aluno ou dos pais. 
Enquanto a escola negar seu papel no aprendizado dos alunos estará fugindo de sua responsabilidade como instituição de ensino.

https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=&url=http%3A%2F%2Fdepositphotos.com%2Fstock-footage%2Fbrain.html&psig=AFQjCNEIGmRhhwoTqYj8P5WRnXkdpM88Zw&ust=1472089510123292
O adulto representa o exemplo que a criança quer seguir, mas muitas vezes é demasiado complexo o que a escola exige deste aluno. Precisamos traduzir o mundo complicado numa linguagem mais simples para que eles entendam pelo menos um pouco do que é tudo isso ao seu redor.


https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjUjMq999jOAhWDvZAKHaE4AN8QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Flopesentretenimento.blogspot.com%2F2011_07_17_archive.html&psig=AFQjCNEIGmRhhwoTqYj8P5WRnXkdpM88Zw&ust=1472089510123292Imagine-se você, professor, na posição de aluno numa aula de física quântica ou fissão nuclear, coisas que provavelmente nunca estudaram sobre o assunto... Mesmo numa aula básica vocês não entenderiam nada, a menos que começassem a relacionar as informações com algum conteúdo que lhes é familiar.

A criança não sabe fazer isso e não tem tantos conhecimentos assim, por isso quem faz o papel de mente pensante relacionando os conteúdos da sala de aula com a vida comum é o professor. Não adianta exigir algo sobre-humano para os pequenos.

Conforme, Corrêa (2001):

Aprender é atribuir significado e construímos significado integrando ou assimilando o que desejamos aprender [...] O que o aluno aprende não coincide inteiramente com aquilo que o professor ensina: ambos têm percepções diferentes da vida concreta e têm objetivos, intenções e motivações diferentes.

Por isso que acredito que sempre deve haver um diálogo entre o professor e seus alunos para saber o que eles acham sobre ciência, por exemplo, e ir trabalhando em cima das respostas deles, que jamais estarão erradas, mas ainda não sabem qual a resposta certa... estão construindo o saber e o professor irá intermediar este processo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Educação tradicional – quando a exigência é exagerada

Psicopedagogia Institucional

Psicopedagogia Clínica