Educação Emocional na Escola?
Queridos, estava lendo uma
reportagem num site espanhol sobre Educação Emocional que ajuda a diminuir a
violência e concordo plenamente. O mais interessante é que pude perceber que a
situação da educação internacional não está tão diferente da nossa no Brasil.
Claro que tanto aqui como em outros países há exceções, e lugares
com propostas maravilhosas que fazem a diferença.
O foco das escolas em nível
mundial está sendo o de passar nas provas e avaliações, mas e o aluno, onde
entra nesta história toda? Por que o rendimento se tornou mais importante do
que o desenvolvimento holístico da criança? O aluno é apenas o seu cérebro
racional? Apenas um corpo para o trabalho? E o seu direito de exercer a
cidadania? Quando vai aprender a desenvolver seu emocional e seu pensamento
crítico? Quando terá voz e vez de se expressar?
A educação emocional por um
bom tempo foi encarada como perda de tempo. Mas neurocientistas já provaram que
o centro cognitivo e de memória encontra-se também no sistema límbico. Ou seja,
para aprender é necessário que aquele conhecimento se conecte com o aprendente,
que tenha sentido para ele.
Como vou levar em consideração o que uma pessoa diz e ensina, se não conheço e nem confio nela?
O vínculo emocional precisa
acontecer para que o aluno possa aprender. E o professor precisa conhecer seu
aluno, não só o que ele já sabe, mas quais são seus interesses, para ajudar na
hora de preparar sua aula, de que forma irá abordar os assuntos.
O temperamento vem de casa,
mas há uma continuidade na formação de sua personalidade na escola, pois como
local social, há maiores possibilidades de se aprender interagindo com outros
de sua idade, mas claro com a intervenção e os devidos exemplos da equipe
escolar.
Precisamos na escola dar atenção ao emocional da criança, porque ela se desenvolve como um todo, se o emocional não está bem, atrapalha a aprendizagem, se está sofrendo bullying, não vai prestar atenção na aula e sua autoestima cai. Se os professores estiverem cobrando muito dos alunos, maior sentimento de incapacidade e menos aprendizagem.
Como diz na reportagem:
"Se uma criança não está ajustada emocionalmente não rende".
O comportamento social vai depender da educação emocional, então, esta educação também deverá ser continuada na escola, onde, por exemplo, quando um aluno agir de maneira violenta e os envolvidos forem questionados do que aconteceu, a pessoa que está intervindo no conflito irá abordar o quê?
- Porque fez isso? O que sentiu antes, durante e depois do que você fez?
Estas perguntas farão o aluno buscar a si mesmo. Se questionar e perceber o que
sente e como reage.
De que forma a escola pode ajudar no desenvolvimento emocional?
· Favorecendo espaços para troca de ideias, onde possa valorizar os conhecimentos que o aluno traz e não apenas aqueles conhecimentos que aprende na escola.· Promovendo atividades de arte e meditação.
· Atividades em sala de aula ou mesmo no recreio, com a orientadora pedagógica, onde possam conversar sobre diversos assuntos e se combine o direito a privacidade.
· A orientadora pedagógica se colocando a disposição para ouvir os alunos, lembrando de que ela está ali por eles, não apenas quando fazem algo errado.
· Atividades que façam as crianças pensarem sobre sentimentos, sobre emoções e como podem se controlar na forma como agem. Até podem ser trabalhadas histórias onde são abordados os sentimentos e emoções.
· Apoio da professora e não só cobranças, quando um aluno não consegue fazer algo, não rotule ele de preguiçoso ou incapaz, mas abrace esse aluno e o auxilie.
· Mesmo durante a aula, em que surja algum conflito durante as atividades, o professor pode intervir e com perguntas ir orientando qual a melhor forma de lidar quando as pessoas pensam diferente e que tudo bem.
· A educação emocional pode ser incluída em qualquer aula, pois as relações humanas acontecem a todo momento.
· Quando o aluno é indisciplinado ou violento, ele precisa de atenção e carinho e não tantas críticas, ele já deve estar cheio de críticas em casa, ou não tem a companhia dos pais e precisa de alguém que o acolha, isso fará toda a diferença, ao respeitá-lo em sua dor, estará ganhando um aliado, com um pouco de paciência é claro, ele passará a confiar em você, isso se não for muito grave a sua condição.
Exemplo de situação que eu intervi durante um conflito no recreio:
Um menino chorando e uma
menina emburrada, sentados esperando para conversar com a diretora:
- O que aconteceu, porque
está chorando? – perguntei.
- Ela me deu um soco na
barriga.
- Ele me empurrou primeiro. –
disse a menina.
- Eu caí, porque alguém me
empurrou.
Então a menina ficou
surpresa:
- Não sabia. Me desculpe.
O menino parou de chorar,
então eu disse:
- Ela não sabia, você perdoa
ela?
- Sim.
Olhei para a menina e disse:
- Da próxima vez pergunta
antes de bater, pode ser?
Levantaram e foram para o recreio. Resolveram sozinhos eu nem precisei me estressar, fiz apenas uma pergunta e concluí, mostrando e dando o exemplo de que, o diálogo é a melhor solução.
Nunca, jamais desista de qualquer aluno que seja, sempre fale com todos os envolvidos, eles só precisam de alguém que olhe para e por eles, NÃO É SEMPRE O FULANO, um dia um começa, no outro é outro que começa, mas SEMPRE HÁ OS ENVOLVIDOS, que precisam ser ouvidos.
Faça a diferença, e não deixe que seu aluno se perca. Uma palavra e mudará a vida dele. Cuidado com o que diz.
Acesse o texto completo aqui: ELDIARIO.ES


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