Edgar Morin: é preciso educar os educadores
Olá!
Sei que a muito não escrevo, pretendo retomar o blog e não poderia deixar passar esta entrevista super interessante com Edgar Morin, pensador francês, que esteve no Brasil ano passado.
Na entrevista, ele pontua questões muito importantes que venho me questionando já faz um tempo:
- Porque o conhecimento é fracionado em disciplinas?
- O professor é realmente necessário? De que maneira ele é necessário?
Fazendo um link com o vídeo de José Pacheco, da escola da Ponte, onde ele diz: Aula não ensina, prova não avalia, porque tantos debates e nada muda?
Acredito que o foco da mudança deva começar pela formação do professor, e não apenas o que ele vai adquirir nesta formação, mas o exemplo de ação que terá dos próprios professores que vão auxilia-los em sua formação.
Não adianta pregar construtivismo, sem entender como se aplica e sem vivenciá-lo durante sua formação.
Na faculdade vão aprender a teoria, mas na hora de avaliar, vão fazer prova e trabalhos pra apresentar para os colegar, trabalhos expositivos... #nãoentendo
Atualmente, crianças pequenas que nem sabem ler já estão inseridas no mundo digital, aprendendo dialetos da rede, o que vai tornar ainda mais difícil sua alfabetização, o problema é que os professores não estão familiarizados ainda com o aluno que chega em sua sala de aula.
As aulas estão obsoletas, a forma de dar aula também está, e para quem está acostumado com a velocidade online não tem paciência para ficar preso na sala, obrigado a aprender coisas que não são de seu interesse e nem um pouco atrativas.
Como competir com as redes sociais e a velocidade com a qual trocamos e recebemos informações na internet?
Na minha opinião o professor precisaria promover a busca pelo conhecimento, onde apenas guie o aluno a aprender aquilo que precisa, como? Buscando informação na internet, pesquisando em livros e assim, com a ajuda do professor, discriminaria qual o conteúdo válido e qual o descartável.
O papel do professor hoje em sala de aula?
Guiar seu aluno a ser independente e autônomo em seus estudos, promovendo mais trabalhos e pesquisas em grupo com debates, o que desenvolveria a capacidade criativa e social de cada um, além do trabalho em equipe, essencial para o mercado de trabalho hoje.
E os conteúdos fracionados? A internet se incumbe de uni-los?
Esta parte, ao meu ver, é o que causa mais confusão. Porque a criança está acostumada com o todo, é mais fácil pra ela entender que o sapo é verde, e que é anfíbio e que está no conjunto dos animais e que tem uma história linda da princesa com o sapo e que ele vive em áreas pantanosas e que ouve um incidente de sapos em Cidreira/RS, ele pode estar presente em todas as matérias ao mesmo tempo.
As disciplinas vão continuar porque é muita informação pro professor aprender, então divide-se nas diversas matérias, mas por que os professores não trabalham juntos? Ou por que os professores das diversas matérias não se combinam de trabalhar o sapo em todas as disciplinas no mesmo momento para facilitar o link entre as disciplinas, assim o aluno vai perceber que estão falando da mesma coisa. Daí não vai surgir... "não gosto de matemática nem de história, mas gosto de português e geografia".
É tudo a mesma coisa só visto por ângulos diferentes, os alunos precisam ser informados disso!
Até a próxima!
Vídeo entrevista José Pacheco:
Entrevista completa com Edgar Morin abaixo:
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