Violência na escola – É problema meu?
Como
todos os problemas, sempre esperamos encontrar algum culpado ou alguém para
colocar a responsabilidade por eles, e tirarmos o nosso corpo fora da jogada.
Mas quando temos um ambiente social e um problema social envolvido, não podemos
nos omitir frente ao fato.
A
violência é uma consequência da negligência no ambiente escolar ao lidar com os
conflitos. É consequência de a sociedade ser competitiva, termos pouca
segurança nas ruas, pela violência nos meios de comunicação, pelos pais não terem
mais tempo de conviver e educar seus filhos.
Há
muita coisa envolvida para que a atual situação esteja neste caos. Mas a escola
estando envolvida e tendo uma contribuição significativa no processo, deve
pensar de que maneira pode ajudar na reversão dos problemas de violência em seu
contexto. Pois, no momento que a escola é palco de brigas, gritos e empurrões,
e o recreio, entrada e saída deixam alunos inquietos e inseguros, professores e
equipe diretiva de cabelos brancos, quando alguém vai lembrar que a escola é
local de aprendizagens?
Tudo
começou quando havia conflitos, indisciplinas e brincadeiras de mau gosto. De que
forma a equipe escolar agia frente ao problema? Se tratarmos a violência com
violência, não estamos resolvendo o problema e muito menos educando os alunos
para a autonomia de resolverem seus problemas sozinhos. Estamos todos sem
paciência para lidar com a situação, mas quando percebermos que pequenas ações
começam a gerar mudança, uma luz no fim do túnel trará mais segurança e
confiança no futuro.
São
anos de leituras, alguns de observação e informação sobre a situação e posso
dizer que já fiz alguns testes que obtiveram êxito, por quê? Por que usei de empatia. Palavrinha meio esquecida, não só na
escola, mas em toda a nossa sociedade. Cada um pensa somente em si.
Mesmo que o aluno tenha agido de modo mais violento ou o Bullying esteja a todo o vapor. Onde ameaças e brincadeiras de mau gosto acabam ferindo os sentimentos dos alunos. É importante uma intervenção mais efetiva, mas sem agredir o aluno com palavras e gritos.
O importante é relaxar e conversar, MEDIANDO os conflitos e ajudando eles a resolverem, tornando-se pessoas com AUTONOMIA na resolução de problemas, que também é o que a escola deveria estar ensinando.
Os violentos normalmente ou tem algum transtorno de comportamento ou apenas precisam de atenção e carinho. Os alunos podem estar passando por algum problema e a escola pode ajudar a entendê-lo e a superá-lo. Sempre há uma justificativa por trás dos comportamentos dos alunos, mas se dissermos que não queremos ouvir, e culpar apenas quem você viu agindo, e brigar com ele, pode estar cometendo injustiças, que eu já vi acontecer.
Alunos que estavam se defendendo serem vistos como culpados, e infelizmente, os traumas que a criança sofre na escola por agirmos assim são muitos. Acredito que podemos num primeiro momento doarmos mais tempo para solucionar e buscar diminuir os conflitos, para receber de volta um futuro de alunos que aprenderam a lidar com suas diferenças e criaram um ambiente de convivência de paz e harmonia

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