Mandala em Arteterapia



Para os que não conhecem, as oficinas de Arteterapia são voltadas para pessoas interessadas em mudança, em autoconhecimento, em transformação, em melhorar sua autoestima, desenvolver criatividade, habilidades motoras, habilidades de trabalho em equipe, e descobrir potencialidades que nem sabiam que tinham.

Nas oficinas temos infinitas possibilidades, técnicas e materiais que podem ser combinados e transformados por quem tiver a oportunidade de vivenciar a arteterapia. Dentre estas técnicas encontramos a criação de mandalas, que podem ser utilizadas e aproveitadas de diferentes formas, trabalhando todos os assuntos possíveis, pois como Jung comenta, elas são estruturantes da personalidade.

A origem do termo “mandala” vem do sânscrito e quer dizer “círculo”, símbolo do sagrado, muito utilizado como instrumento de meditação no Oriente. Jung trouxe a mandala para sua teoria tratando-a como símbolo do Si Mesmo, a totalidade da personalidade.

Contemplar uma mandala traz paz, sensação de ordem e cura emocional.

 Se repararmos bem, as mandalas podem ser encontradas na natureza e em muitos outros lugares ao nosso redor, reforçando a ideia de UNO no universo, nos integrando ao todo no mundo, aos outros e ao todo de si mesmo. Desfazendo a sensação de solidão, isolamento, desconexão, pensando que somos únicos, mas somos também uma unidade, fortalecendo a fraternidade e a solidariedade consigo e com o outro.

Quando alguém desenvolve uma mandala, está criando um símbolo que caracteriza quem a pessoa é naquele momento, e ao produzi-la a pessoa vai libertando conflitos, angústias e tensões emocionais. Além disso, o desenho do círculo em si já produz uma sensação de proteção, pois está criando seu próprio local sagrado, concentrando suas energias neste círculo atrairá autocura, autoconhecimento, transformação e evolução individual.

Na arteterapia, você pode usar a técnica das mandalas desde pintura até a confecção de sua própria mandala com diversos materiais. O ideal da mandala é que ela é arteterapia pura, pois vai possibilitar além do alívio dos conteúdos internos, segurança para a pessoa ir dando seus primeiros passos na transformação da sua vida.

A mandala auxiliará na elaboração de traumas, ressignificando situações passadas mal resolvidas, liberando coisas reprimidas e sentimentos negativos, e todo tipo de coisa que queremos esquecer, mas que ficam controlando nosso comportamento, reações e até são responsáveis pelas decisões que tomamos.

Por isso, não desmerecendo as diversas técnicas maravilhosas, a mandala, símbolo de vida e poder, será o carro chefe do trabalho arteterapêutico com pessoas de qualquer idade, possibilitando catarse na resoluções de questões antigas e o acompanhamento do progresso emocional da pessoa. 

Até é bacana de colocar data nas mandalas e ir acompanhando as mudanças e mesmo humores de cada dia da pessoa, quais progressos foi realizando. A própria pessoa vai se dando conta de sua evolução e isso vai elevando a autoestima da pessoa que pode observar a si mesma em seus diversos momentos, ir se aceitando, se conhecendo e se transformando, é sensacional. 

Para começar a usar as mandalas, você pode colorir uma mandala pronta, desenhá-la a mão livre rabiscando desenhos de formas geométricas e linhas, colando folhas e sementes, com um CD velho pode usar tinta relevo e desenhar, tem várias técnicas. Tem uma técnica com CD também, que você preenche com bastante cola branca em todo um lado do CD, depois pinga tinta sobre a cola ainda úmida, pode deixar assim ou pegar um palito de dente e passar pelos pingos alongando a tinta, fica lindo. Se não tiver CD pega um pratinho de plástico e pinga as tintas, pode ser até têmpera e faz a mesma coisa com o palito.

Esta eu que pintei, o que acharam? Nomeei de esperança.



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